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Estado rejeita recurso e confirma região na bandeira preta

Regiões de Bagé e de Pelotas devem adotar protocolos do nível de restrição mais alto do Distanciamento Controlado.


Após oito meses de Distanciamento Controlado, pela primeira vez, duas regiões ficaram com o nível de restrição máximo previsto no sistema de enfrentamento à pandemia no Rio Grande do Sul. O governo do Estado divulgou nesta segunda-feira (14/12) que as regiões de Bagé e de Pelotas estão oficialmente em bandeira preta (risco epidemiológico altíssimo) a partir da 0h desta terça (15).


Isso porque o Gabinete de Crise indeferiu todos os pedidos de reconsideração feitos por associações regionais e municípios principalmente devido à constante redução de leitos de UTI livres. No caso de Pelotas, a solicitação havia sido enviada pela associação regional, enquanto em Bagé foi pelo município.


Assim, o mapa definitivo da 32ª semana do Distanciamento Controlado permanece com 18 regiões em bandeira vermelha (risco alto) e uma em laranja (médio), que é a região de Cruz Alta, conforme a classificação preliminar. A vigência das novas bandeiras segue até as 23h59 da próxima segunda-feira (21/12).


Veja o mapa definitivo da 32ª rodada: https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br


Embora seja o nível mais alto, a bandeira preta não é o mesmo que lockdown, implantado em outros países e em alguns Estados brasileiros. Representando o risco epidemiológico altíssimo, a cor preta significa que tanto a capacidade hospitalar como o contágio por coronavírus alcançaram níveis críticos nas regiões. Por isso, indica a necessidade de cuidados mais rígidos do que os já adotados na bandeira vermelha e da diminuição de circulação de pessoas.


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Medidas previstas

De acordo com os protocolos previstos pela classificação, válidos a partir da 0h desta terça (15), restaurantes e lancherias, por exemplo, poderão ter atendimento presencial restrito a 25% da lotação e dos funcionários, suspendendo autosserviços.


Já o comércio varejista não essencial deve fechar, enquanto aqueles que vendem itens essenciais podem funcionar com 25% da ocupação. A exceção é o comércio de produtos alimentícios e de combustíveis, cujo teto de ocupação, na bandeira preta, é de 50%.


Cogestão regional

Apenas as regiões de Bagé, Guaíba e Uruguaiana, até então, não haviam aderido à cogestão, o que, na prática, permite que os municípios tenham protocolos próprios. Com o recurso do município de Bagé recusado, o prefeito Divaldo Lara disse em live na tarde de hoje (14), que vai solicitar que a região entre no sistema de cogestão. Caso não for atendido, promete entrar com mandato de segurança para manter todo o comércio da cidade funcionando.