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Operação Colônia prende sete investigados por abigeato

A Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) deflagrou hoje (30) a Operação Colônia, que prendeu sete pessoas em Bagé e cidades da região.

Investigação contou com o apoio dos fiscais da Prefeitura de Aceguá - Foto: Divulgação Decrab

Os presos são investigados por integrarem uma organização criminosa, especializada em abigeato, receptação de animais, falsidade ideológica e posse irregular de armas de fogo.

Segundo informações da Decrab, foi desencadeada “uma das maiores operações contra o abigeato dos últimos anos”. Ao todo, foram apreendidos setecentos e trinta e um animais bovinos e oitenta animais ovinos. Também foram apreendidas diversas armas de fogo, munições, telefones celulares e documentos.


As diligências foram realizadas nos municípios de Bagé, Lavras do Sul, Hulha Negra e Aceguá. A operação levou o nome de Colônia, por ter iniciado após um furto de 34 animais bovinos de alta genética na localidade da Colônia Nova.


Segundo a Decrab, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em várias propriedades rurais que estão sob responsabilidade dos investigados. Sete integrantes do grupo foram presos, destes, dois por conta de prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário e cinco em flagrante pelos crimes de abigeato, organização criminosa, posse irregular de arma de fogo, crime ambiental e falsidade ideológica.


Conforme as investigações, o bando fraudava lançamentos nos sistemas informatizados da Secretaria Estadual de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Isto com o objetivo de maquiarem estoques em postos estratégicos. Em uma das propriedades inspecionadas, em uma área com 25 hectares, existiam 325 animais bovinos lotados, porém, na verdade, os policiais constataram que não existia nenhum. Em outras propriedades, constava mais de duzentos animais, mas no estoque do sistema de Defesa Agropecuária, o saldo era zero.


Tais práticas ocorriam porque os investigados usavam notas e guias com origem falsa, muitas vezes para movimentar animais furtados de um local para outro. Dessa forma, poderiam ter animais com origem desconhecida em propriedades que não seriam inspecionadas, pois não existiam perante a fiscalização.


No curso das investigações, em uma das propriedades rurais, na localidade do Espantoso, divisa entre os municípios de Bagé e Aceguá, em junho de 2020, os policiais encontraram, em meio a brincos de gado queimados, alguns em bom estado de conservação. Na sequencia, constataram que os brincos localizados pertenciam a um lote de animais rastreados e que haviam sido furtados há alguns meses. O furto gerou prejuízo na ordem R$ 120 mil a um produtor do município de Aceguá. As investigações apontam que os animais foram carregados para frigorífico.


Conforme os policiais, ainda, existe outras diligências a serem realizadas, contudo, destacam o êxito do trabalho ao serviço integrado entre os órgãos de segurança e fiscalização.


O inquérito policial que apura os fatos deverá ser encaminhado ao Poder Judiciário. Os presos foram todos encaminhados ao Presídio Estadual de Bagé. A investigação contou com o apoio de diversas delegacias em todo o Estado, da Secretaria Estadual de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Brigada Militar e dos fiscais da Prefeitura de Aceguá.