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Cada um com seu mate

Atualizado: 12 de Jul de 2020

O método uruguaio de tomar chimarrão nunca fez tanto sentido, como na atualidade. No País vizinho, o costume é cada um ter o seu mate. É só observar nas ruas das cidades uruguaias que você vai ver os “paisanos”, mesmo em grupos, cada um com seu mate na mão e a garrafa térmica embaixo do braço.

Edinho teve um programa de rádio que se chamava “A hora do mate” - Foto: Divulgação

Já deste lado da fronteira, o chimarrão é uma bebida integradora, que carrega junto uma ideia de compartilhar. Dificilmente você verá na mesma roda ou grupo de amigos mais de uma cuia. A Roda de Chimarrão em casa, no trabalho ou no grupo de amigos é prática comum do gaúcho. A cuia vai passando, em determinada ordem, de mão em mão.


Para o despachante aduaneiro, Éden Oliveira do Couto (Edinho), o chimarrão é essencial para começar bem o dia. “Mateio sozinho todas as manhãs, enquanto faço as exportações. A Taís tem o mate dela individual na empresa. Mas, a tardinha, a gente toma junto. O lazer nosso é chegar à tardinha e tomar o chimarrão”, conta. Apreciador da bebida, Edinho teve um programa na rádio local, que se chamava “A hora do mate”.


Mas, no período de pandemia em que vivemos, ocasionada pelo novo coronavírus, o certo mesmo é deixar de lado o costume gaúcho e aderir ao método “castelhano” de apreciar um bom chimarrão.

O diretor técnico da Secretaria Municipal de Saúde de Aceguá, Diego Codevilla, tem alertado em entrevistas e lives, a importância de não compartilhar a bebida neste momento. Segundo ele, o uso da máscara é exatamente porque gotículas de saliva podem saltar da boca e infectar outras pessoas. Já com o chimarrão, essa saliva é passada diretamente através da bomba. “Colocando a bomba de chimarrão na boca e dando para outra pessoa, se tu tem o vírus, tá entregando a bomba com vírus para ele se contaminar”, explicou.


Com isso, o chimarrão entra na lista de itens pessoais que não podem ser compartilhados. Sabemos que não é tarefa fácil deixar de lado a roda do chimarrão com a família ou amigos. O costume está enraizado no cotidiano dos gaúchos. Mas, assim como outras doenças infecciosas, como a gripe, o coronavírus pode ser transmitido pela bomba, que passa de boca em boca. Isso porque a saliva é uma das principais formas de contágio da doença. “Não vamos tomar mate coletivo. Cada um com sua cuia. Vamos voltar a tomar mate coletivo quando passar esse momento da pandemia”, ressaltou Codevilla.


Então, fica a dica para nossos leitores, é hora de tirar aquela cuia velha do armário, e cada integrante da família, preparar o seu chimarrão.


Codevilla tem alertado a importância de não compartilhar a bebida neste momento - Foto: Reprodução

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